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18 de janeiro de 2013

Crítica: JBC, Mirai Nikki e Preços

R$13,90
A editora JBC divulgou hoje - através de perfis de sua equipe nas redes sociais - a capa e preço de Mirai Nikki. O mangá com pouco mais de 200 páginas sendo quatro delas coloridas por edição custará... R$13,90.

Vamos lembrar que no ano passado a editora fez uma coletiva e nela anunciou o preço dos seus títulos sofreria um aumento de R$10,90 para R$11,90, porém, a gramatura no papel seria maior e todos os títulos com páginas coloridas no Japão viriam para cá da mesma forma.

Talvez não tenha ficado explícito que essas páginas teriam um custo adicional no mangá, tirando Soul Eater que é publicado ainda pelos antigos R$10,90. Freezing veio logo depois desse anúncio da JBC custando R$12,90 - preço já maior que o novo padrão -  mas com oito páginas coloridas por edição.

Agora, em seu primeiro lançamento para 2013, a JBC lança Mirai Nikki por um preço dois reais maior, um aumento de 16,8% no preço dos títulos comuns da editora, e ainda virá em papel jornal.  E isso veio apenas hoje, não foi anunciado que a obra teria um preço diferenciado em momento algum até então. Com o mesmo valor você compra a edição especial de Rurouni Kenshin, que tem capa reforçada e vem em papel offset.

Em um contato rápido com o editor-chefe da editora via Twitter, foi dito que páginas coloridas, valor de contrato, material digital, impressão nas capas e número de páginas influenciam no preço final. Me pergunto se não funciona assim para todos os títulos, inclusive aqueles que saem a R$11,90.

Podemos supor que o contrato de Mirai Nikki tenha saído mais caro que o dos outros títulos. Ainda seguindo essa linha de raciocínio, não me parece justo que por conta disso o mangá custe bem mais que os outros da mesma editora, mas há quem discorde...

Então, vamos parar e analisar: a concorrência lança por R$10,90 tanto Naruto quanto One Piece, títulos muito populares e que vieram da maior e mais conhecida antologia de mangás do Japão, a Shonen Jump. Também por R$10,90 essa concorrente publica Sora no Otoshimono e Black Bird, dois títulos que não são tão populares e que vem de revistas não tão conhecidas.

Dentre as opções seguintes, qual é a mais viável: Naruto e One Piece terem um contrato que custa o mesmo valor que o de Black Bird e Sora no Otoshimono, ou terem o mesmo preço de banca porque a editora equilibra os custos e por isso atinge um padrão?

Se não querem usar a concorrência como exemplo (já que cada editora tem um poder de negociação diferente), vamos trazer o exemplo para a própria JBC: Bakuman e Hunter X Hunter, conhecidos e da Shonen Jump por R$11,90. RG Veda e Ranma 1/2 pelos mesmos R$11,90. Mirai Nikki, bem... R$13,90.

Essas são as minhas dúvidas quanto ao preço do novo título da editora. Não reclamo aqui de ter que pagar mais caro , e sim de que esse preço veio de repente e pegou a muitos de surpresa, além de que ainda não foram dadas explicações o suficiente para justificá-lo.

Espero não ter feito uma leitura seletiva do que foi informado acerca do mangá. Espero também que os próximos lançamentos não especiais da editora venham com o preço padrão dos títulos tankobon.
Carlos Moncken

19, carioca, colaborador do Jbox e nas horas vagas estudante universitário.
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  1. eu não iria mesmo levar mirai nikki kkkkk,alias não vou levar nada da jbc esse ano,so se ela trazer alguma novidade que goste

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  2. Primeiramente, estou comentando mais pelo Oshawott, mas eu também fico inconformado com isso de Mirai Nikki vir com páginas de jornal, ainda mais custando bem mais do que o combinado, mas, fazer o que. :c

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  3. Simples. É que ninguém vai comprar, mesmo que mangá custasse R$11,90. É um título que não é popular e não é tão conhecido. Imagino que haverá alguns compradores, mas será bem menor que o nicho que tem no Brasil.

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